“O sentimento é a linguagem da alma. Se quiser saber se algo é verdadeiro, veja o que sente à respeito.”

Ao longo dos anos, tenho procurado conduzir as pessoas à reflexão sobre os sentimentos, ou seja, sobra a capacidade de usarem o corpo como instrumento para tomada de decisões. Sentimento é a capacidade que temos de atribuir valores aos acontecimentos de nossas vidas, e está sempre relacionado ao bom ou não bom, prazeroso ou não prazeroso.

A fala, acima citada, é retirada de um trehco do filme CONVERSANDO COM DEUS, que aliás, sugiro que todas as pessoas, de qualquer idade, religião ou fundamento, assistam, pois traz tiradas reflexivas e filosóficas à respeito da vida. Mas voltando, a fala acima vem de encontro, nesse momento, ao que tenho pregado.

As pessoas estão perdendo a capacidade de aceitar o corpo como parte de um complexo aparelho vivente. É hora de retomar. O corpo não é só a casa do sexo ou depósito de alimento e gordura, ou um amontoado de músculos. Ele tem vida, e é uma vida que, quanto associada ao complexo aparelho cerebral, pode ser de grande valia para que qualquer pessoa possa descobrir o que lhe é genuinamente importante ou saudável, ou dispensável e toxico.

Vivendo num momento de modismos, deixamos de saber o que é do nosso querer, do nosso desejar, e o que vem de fora como exigência para uma vida de sucesso. Vale à pena ressaltar que cada ser humano é um ser único, exclusivo, sem igual em qualquer lugar do planeta. Porque, então, deveríamos ser felizes somente quando somos iguais? E mais, é possivel ser igual?

Desde crianças somos criados, ou treinados, para fazermos parte do grande rebanho, e com isso, deixamos de fazer percepções importantes sobre as coisas que nos são saudáveis. E, entendam, nem tudo aquilo que é saudável para os outros, é para nós, e nem tudo o que nos é saudável, é saudável para os outros. E ai é que mora um grande segredo de convivência: a aceitação. Aceitação inteligente.

Muitas vezes forçamos a barra em aceitar-mos coisas que nos fazem mal, e isso não é inteligente, como também não é inteligente forçar outros a aceitarem coisas que lhes são pouco nutritivas ou saudáveis.

Ao escutar o trexo acima no filme, lembrei então que, quando nos permitimos “sentir” como as emoções (aquela energia que é gerada em nosso corpo e que nos inunda) fluem por nosso corpo frente a determinados fatos, acontecimentos e pessoas, estamos lidando como nossa verdade. E se lidamos com nossa verdade somos genuínos, e se somos genuínos, é certo que poderemos começar a trilhar caminhos mais felizes.

Um dos lugares do corpo onde é há mais sensibilidade para esse tipo de percepção é na região do coração, aquela região que sentimos vibrar quando estamos felizes, e que sentimos apertar quando algo vai mal.

Frente a qualquer coisa, em particular, frente a uma decisão importante, por mais que a razão tente gritar mais alto, sinta como está a região cardíada de seu corpo. Sinta se há sinais de liberdade, de felicidade, se está com uma sensação de leveza. Se sentir algo apertando, desconforto, mal estar, é mal sinal. Para “você” em particular, aquilo não serve. Por mais que sirva para o resto das pessoas do planeta, para você não serve. Não está em ressonância com a essência do seu ser, que é unico.

Acho que é um bom começo para a tomada de consciência sobre a própria vida, e para uma jornada de escolhas saudáveis e inteligentes.

Roberte Metring

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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