O outro nunca é responsável. Simplesmente observe. Se você for sábio no momento, não haverá problema. Mas todos se tornam sábios quando o momento se foi. A sabedoria retrospectiva é inútil.

Depois de brigar, resmungar e ser desagradável com o outro, é tarde demais para ser sábio e perceber que não havia sentido no que você fez. Agora isso de nada vale, pois você já fez o mal. Essa sabedoria é apenas uma falsa sabedoria, que leva você a sentir “como se” tivesse entendido. Esse é um truque do ego, mas essa sabedoria não irá ajudar. Quando você estiver fazendo algo, naquele exato momento, simultaneamente, a consciência deveria surgir e você deveria perceber: o que você está fazendo é inútil.

Se você puder perceber isso quando estiver acontecendo, você não poderá fazê-lo. Nunca podemos ir contra a própria consciência, e, se formos contra ela, essa consciência não é consciência. Algo mais está sendo confundido com ela.

Assim, lembre-se: o outro nunca é responsável por coisa alguma. O problema é algo que está fervendo dentro de você. E, é claro, a pessoa que você ama está mais perto; você não pode jogar seus disparates sobre algum estranho que esteja passando pela rua; assim, a pessoa mais próxima se torna o lugar onde você atira e despeja seus disparates. Mas isso precisa ser evitado, pois o amor é muito frágil. Se você fizer isso demais, se o fizer em excesso, o amor poderá desaparecer.

O outro nunca é responsável. Tente tornar esse entendimento um estado de consciência tão permanente que, sempre que você começar a encontrar algo errado no outro, você se lembre dele. Pegue-se em flagrante, abandone isso naquele mesmo instante e peça desculpas.

Osho, do livro 365 MEDITAÇÕES DIÁRIAS. 

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Sucesso e paz.
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Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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