Sim à Espiritualidade e não as  Religiões!

Não importa minha religião, ou minha religiosidade, algumas coisas precisam ser pensadas inteligentemente, e ditas com proficiência.

O escritor,  conferencista e Pastor ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca  (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o  ocorrido no dia 01 de Abril de 2010,  e escreveu o texto “No Brasil, futebol  é religião”, que abaixo tenho o prazer de  compartilhar, sem ter solicitado prévia autorização do referido Pastor. Eis o texto:

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Os meninos  da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua  defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a  cabeça deles. O mundo religioso é mestre em  fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez  mais me convenço que o Cristianismo implica a  superação da religião, e cada vez mais me  dedico a pensar nas categorias da  espiritualidade, em detrimento das categorias  da religião.

Quem não se lembra dessa reportagem:

“Parece  mentira, mas foi verdade. No dia 1°/Abr/2010, o  elenco do Santos – atual campeão paulista de  futebol – foi a uma instituição que abriga  trinta e quatro pessoas. O objetivo era  distribuir ovos de Páscoa para crianças e  adolescentes, a maioria com paralisia  cerebral. Ocorreu que boa parte dos  atletas não saiu do ônibus que os  levou.
Entre estes, Robinho (26a), Neymar  (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval  (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a)  – todos ídolos super-aguardados. O  motivo teria sido religioso: a instituição era o  Lar Espírita Mensageiros da Luz, de  Santos-SP, cujo lema é “Assistência à  Paralisia Cerebral“. Visivelmente  constrangido, o técnico Dorival Jr.  tentou  convencer o grupo a participar da ação de  caridade. Posteriormente, o Santos informou  que os jogadores não entraram no local  simplesmente porque não  quiseram. Dentro da instituição, os  outros jogadores participaram da doação  dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu  Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e  Wesley (22a), que conversaram e brincaram com  as crianças.”

DISCUTINDO RELIGIÃO

A religião está baseada nos  ritos, dogmas e credos, tabus e  códigos morais de cada tradição de fé. A  espiritualidade está fundamentada  nos conteúdos universais de todas e cada uma  das tradições de fé.

Quando você começa a  discutir quem vai para céu e quem vai para  o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à  prática do homossexualismo; ou mesmo se você  tem que subir uma escada de joelhos ou dar ou  dízimo na igreja para alcançar o favor de  Deus, você está discutindo religião.

Quando você  começa a discutir se o correto é a reencarnação  ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou  a narrativa de Gênesis, e se o livro certo é  a Bíblia ou o Corão, você está discutindo  religião.

Quando você fica perguntando se  a instituição social é espírita kardecista,  evangélica, ou católica, você está discutindo  religião.

O problema é que toda vez que  você discute religião você afasta as pessoas  umas das outras, promove o sectarismo e a  intolerância. A religião coloca de um lado os  adoradores de Allá, de outro os adoradores de  Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso  sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna  e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo  de adoradores deseja a extinção dos outros, ou  pela conversão à sua religião, o que faz com  que os outros deixem de existir enquanto  outros e se tornem iguais a nós, ou pelo  extermínio através do assassinato em nome de  Deus, ou melhor, em nome de um deus, com ‘d’  minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se  passar por Deus.

DISCUTINDO ESPIRUTUALIDADE ou RELIGIOSIDADE

Mas, quando você  concentra sua atenção e ação, sua práxis, em  valores como reconciliação, perdão,  misericórdia, compaixão, solidariedade, amor  e caridade, você está no horizonte da  espiritualidade, comum a todas as tradições  religiosas. E quando você está com o coração  cheio de espiritualidade, e não de religião,  você promove a justiça e a paz.

Os valores  espirituais agregam pessoas, aproxima os  diferentes, faz com que os discordantes no  mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da  busca de superação do sofrimento humano, que a  todos nós humilha e iguala, independentemente  de raça, gênero, e inclusive religião.

Em  síntese, quando você vive no mundo da religião,  você fica no
ônibus. Quando você vive no  mundo da espiritualidade que a sua
religião  ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você  desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para  uma criança que sofre a tragédia e miséria de  uma paralisia mental.”

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Ed René Kivitz é  cristão, pastor evangélico, e santista desde  pequenininho, e eu não tenho palavras que possam completar ou enriquecer o que escreveu.

Simplesmente está tudo dito.

Roberte Metring

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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