Rejeição ativa áreas de dor no cérebro. Sentimento de abandono aciona regiões que processam sensações físicas dolorosas; em crianças, pode afetar a produção de neuro-hormônios.

Canções e filmes românticos quase sempre falam de “dor de amor”. A novidade é que o clichê pode fazer sentido. Segundo estudo conduzido pelo psicólogo Ethan Kross, da Universidade de Michigan, o sentimento de abandono ativa as mesmas regiões cerebrais que a dor física. Kross reuniu 40 pessoas deixadas por seus companheiros. Solicitou que olhassem fotos do ex-amante e evocassem momentos felizes da relação enquanto eram submetidas a um exame de tomografia por ressonância magnética funcional (TRMf).

O psicólogo constatou que a lembrança ativou partes do córtex somatossensorial secundário e do insular – as mesmas áreas potenciadas quando, em uma segunda etapa do experimento, os participantes tiveram um dos braços exposto a uma falsa sensação de queimadura. “Em estudos anteriores, essas regiões raramente se tornaram ativas com outras emoções negativas, como ódio ou tristeza – ser rejeitado seria de fato muito doloroso para o ser humano”, diz Kross.

Outro experimento, da Universidade de Wisconsin, aponta que o abandono durante a infância interfere na produção de hormônios que afetam as emoções. O psicólogo Seth Pollack observou 18 crianças recém-adotadas recebendo carinho e atenção de suas novas mães – as mulheres faziam gracejos e acariciavam os pequenos. Em seguida, acompanhou 21 mães biológicas fazendo o mesmo com seus filhos. Pollack comparou as taxas de neuropeptídeos presentes na urina das crianças dos dois grupos e descobriu que as adotivas apresentaram, em sua maioria, menor quantidade dos neuro-hormônios vasopressina e oxitocina, que afetam o estado emocional. Segundo o autor da pesquisa, a produção menor de neuro-hormônios nas crianças adotadas pode estar fortemente relacionada à ausência de carinho e atenção por parte dos pais biológicos ou dos cuidadores antes da adoção.

Fonte: Synapse EAD

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