Você já entrou no Google com o termo solidariedade? Se não, entre. Encontrará muitas coisas escritas sobre como praticar a solidariedade, mas praticamente nulo será o resultado que lhe diga o que é solidariedade.

Então me pergunto: como praticar uma coisa da qual nada se conhece?

O termo fica ainda mais romântico quando tratado religiosamente, fica lindo mesmo. Porém, ahhh, que ideal fantástico a ser alcançado!! Não importa em que religião isso aconteça, quando se fala em solidariedade, fala-se em divisão, em entrega, em troca.

Nas relações jurídicas, solidariedade é o mesmo que responsabilidade, porque aquele que é solidário, assume a responsabilidade junto com o outro. Assim, se você é fiador de alguém você está sendo solidário no pagamento da dívida.

E na vida prática do dia a dia? O que é e como praticamos a solidariedade? Dando uma sexta básica? Dividindo o que está sobrando? Distribuindo as roupas e brinquedos velhos no natal e no dia das crianças? Ou ajudando com alimentos as vitimas das secas e das enchentes? Pagando o dízimo? Dando uma esmola no sinaleiro?

Claro, são todas atitudes nobres, sem duvida alguma. Mas e aquela pessoa que precisa dividir sua angústia, seu medo, seu fracasso? Quem está solidário a ela? Quanto tempo temos para esse tipo de solidariedade? E nossas atividades praticas, sociais, legais ou religiosas, como ficariam se parássemos para ser solidários vez ou outra com os sofredores alheios, aqueles que passam pelas nossas vistas diariamente?

Solidário é aquele que têm responsabilidade ou interesse recíproco. Você já pensou na malha que nos une a todos nesse planeta? Em como somos recíprocos diariamente? Em como dependemos sempre de todos? Em como as atitudes dos outros nos afetam? Em como a alegria alheia nos contagia, e em como a tristeza e a ira alheia pode mudar toda nossa vida?

Assim, meus amigos, quero deixar a reflexão sobre o ato solidário. Todos estamos envolvidos pela mesma malha de atos e situações no planeta todo. Somos sempre todos solidários, mesmo que não tenhamos consciência disso. Somos todos avalistas uns dos outros, e as falhas de uns afetarão os outros sim, e de certa forma somos sempre todos responsáveis. Somos responsáveis pelas belezas e pelas desgraças que nos cercam, e não adianta dizer que não, que a culpa é do vizinho, etc…

Enquanto seres humanos, somos todos solidários, e não nos apercebemos disso. A solidariedade é a característica básica de nossa raça, que é uma raça de seres sociais, dependentes sempre uns dos outros.

Portanto, por solidariedade, pare de pensar em grandes atos e ofertas. Ofereça seu sorriso, seu abraço amigo, seu ouvido. Ofereça a mão amiga para nortear os rumos de quem quer que seja. Seja solidário na forma da senhora que ofereceu o seu melhor no templo, e não o que lhe sobrava. Seja solidário em casa, com amigos e com desconhecidos.

A solidariedade é uma forma de viver, não um verbo a ser conjugado, nem adjetivo que você vai levar para o tumulo em forma de epitáfio.

E jamais esqueça de quantas vezes você já precisou da solidariedade (principalmente da solidariedade alheia), e que nos piores momentos, ela não se fez num prato de comida, numa peça de roupa, ou num dinheiro emprestado simplesmente, mas principalmente num ombro amigo, porque o prior problema do mundo, sempre será o seu, e o melhor abraço do mundo será sempre daquele que se solidarizou com você, e avalizou a confiança do criador em sua capacidade de reagir.

Roberte Metring

_________________

Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
Psicoterapia – Consultoria – Cursos – Palestras
 Docência – Supervisão
contato@psicologoroberte.com.br – www.psicologoroberte.com.br