No artigo PSICOLOGIA: como surgiu enquanto ciência?, vimos que o estudo da Psicologia teve seus expoentes em Willian James, de um lado, e Wilhelm Wundt de outro, no início de 1900. O que eles começaram nunca teve fim. Assim, na seqüência do desenvolvimento dos estudos e pesquisas em Psicologia, tivemos outras correntes de pensamento que, de forma cumulativa, ajudaram a construir o que hoje temos em termos de princípios e fundamentos.

Vamos dar uma rápida analisada no behaviorismo e na sua influência na Psicologia Moderna.

John B. Watson (1878-1958), considerado o criador desta corrente psicológica, foi contemporâneo e conviveu com as primeiras posições filosóficas sobre a mente humana. Descontente com o que encontrava, e com a projeção que fazia sobre os rumos da Psicologia, propôs, inspirado pelo desenvolvimento das ciências naturais, que o objeto de estudo da Psicologia deveria ser o comportamento (behavior, em inglês) estritamente observável, pois entendia que a introspecção tornava o progresso da Psicologia enquanto ciência, impossível. Fatos que dependem das impressões subjetivas das pessoas não podem ser testados e reproduzidos.

Watson resolve transformar a Psicologia em uma ciência respeitável. Era a mais nobre tentativa de incorporar a Psicologia ao mundo científico, mas para isso teria que descartar, como fez, o estudo dos fenômenos mentais não observáveis, bem como a introspecção como método de estudo. Dedicou-se então a estudar o que as pessoas faziam, e o que diziam, defendendo que o comportamento era objetivo, e que somente ele seria o melhor critério disponível para tirar conclusões científicas que pudessem elevar a Psicologia à condição de ciência. De posse de observações a respeito, começou a tornar públicas suas opiniões mediante palestras e escritos, atraindo muitos seguidores. Estava criado o movimento conhecido como behaviorismo, que dominou o pensamento Psicológico entre as décadas de 1930 e 1960, e atualmente ainda influencia muitos pensadores.

O behaviorismo americano recebeu com satisfação e entusiasmo os resultados dos experimentos e observações contemporâneas do fisiologista russo Ivan P. Pavlov (1849-1936) a respeito do reflexo condicionado, pois poderia ser a chave para explicar o comportamento, independentemente de processos internos não observáveis.

Watson viu no condicionamento a base de toda a aprendizagem, e defende que ela seria a responsável pelo comportamento. Com isso, é abandonada a noção de instinto, e passa-se a atribuir grande importância à influência do meio ambiente no comportamento humano. Isso fica mais bem entendido nas palavras do próprio Watson:

“Daí-me uma dúzia de crianças sadias, bem formadas, e um mundo de acordo com minhas especificações em que criá-las e garanto que, tomando uma ao acaso, posso treiná-la para que se torne qualquer tipo de especialista que se escolha – médico, advogado, artista, comerciante-chefe e, sim, até mendigo e ladrão – independente de suas inclinações, tendências, talentos, habilidades, vocações e da raça de seus ancestrais”. (Watson, 1925)

As idéias de Watson foram um tanto radicais, e assim consideradas por seus colegas e opositores, mas ganharam aceitação, e seu pensamento é altamente utilizado ainda hoje pelas empresas de marketing, pelos órgãos de educação, e por todos aqueles que de alguma forma desejam exercer controle sobre o comportamento humano, embora já transmutadas, pois o behaviorismo clássico não existe mais.

Grande parte da Psicologia norte americana segue a orientação behaviorista, e trabalha suas pesquisas levando em consideração sempre uma base experimental observável, mensurável e que permita reprodução.

Roberte Metring

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