Segundo Myra y Lopes, a “Psicologia é o conjunto de conhecimentos que serve para nos conhecermos a nós mesmos, e compreender os modos de ser (pensar, sentir e fazer) de nossos semelhantes, ou seja, é o estudo das funções mentais e das atividades pessoais”. E

Etimologicamente o termo Psicologia é formado dos radicais: LOGUS refere-se a estudo ou discurso, e PSYCHE (figura mitológica grega) alma ou espírito. Segundo Platão, a psique (como é escrita atualmente) é a vida mental do ser humano. Unindo os radicais teremos o conceito central de Psicologia: “estudo da alma (ou da vida mental, segundo Platão) do ser humano”, termo cunhado por Philip Melanchthon (1497-1560) por volta de 1550, e popularizado por Christian Von Wolff (1679-1754).

Este termo – estudo da alma – fica, no entanto, extremamente abrangente, além de permitir alguma confusão entre ciência, religião e misticismo. Mesmo com estas dificuldades, encontraremos nos séculos XVIII e XIX filósofos interessados em estudar a mente humana.

Duas grandes correntes do pensamento filosófico desta época foram o empirismo inglês (seu maior representante foi John Locke – 1632-1704), e o racionalismo alemão, ambas tentando entender o funcionamento da mente humana, cada uma sob um viés.

Os empiristas entendiam que nada poderia chegar à mente sem que tivesse passado primeiro pelos sentidos (olfato, tato, visão, audição ou paladar, ou seja, sensações físicas), e que a “mente” seria o “lugar” onde estas sensações seriam impressas, registradas e guardadas, para uso presente ou futuro.

Os racionalistas acreditavam que a mente seria, ao contrário, uma instância ativa e produtiva, com capacidade para gerar idéias, recordar, raciocinar e desejar, sem depender diretamente de qualquer estímulo do meio (ou mais apropriadamente das sensações).

No ano de 1879, acontece o nascimento da Psicologia enquanto ciência, quando Wilhelm Wundt (1832-1920), influenciado pelo ponto de vista dos filósofos empiristas, criou o primeiro laboratório de Psicologia na Universidade de Leipzig, Alemanha, investigando principalmente os processos de percepção humana sobre as sensações recebidas do meio, na tentativa de encontrar os princípios por onde estes elementos simples (as sensações) se associariam entre si e com outras informações para produzir percepções complexas (tomadas de significado pessoal), com o objetivo de tentar entender o que podemos chamar de “conteúdo mental”, e a estrutura da mente, acreditando que essas estruturas poderiam ser analisadas em elementos ou partes. Mais tarde o estruturalismo seria difundido na América do Norte por E.B. Titchener, discípulo de Wundt.

Enquanto o estruturalismo ganhou força, surgiu como reação a ele na América do Norte o funcionalismo, que teve como seus expoentes os psicológicos William James, John Dewey e James Cattel. Estes psicólogos se interessaram pelas funções mentais (no que a mente faz, tais como perceber, recordar, etc..) e no “como” estas funções poderiam permitir a interação e adaptação entre o indivíduo e o meio, mais do que na estrutura mental propriamente dita (o que a mente é). Foi a partir destes teóricos que problemas práticos como a aprendizagem, a medida de diferenças individuais, o efeito das condições ambientais na indústria, etc.. foram tomados para estudo.

Tanto o estruturalismo como o funcionalismo puros já não existem mais, e foram substituídos por outras correntes de pensamento psicológico, tais como Behaviorismo, Gestaltismo, Psicanálise e Humanismo, mas foi graças a estes movimentos que a conceituação de Psicologia passou a ser a de “ciência que estuda o comportamento humano”, e tomando corpo de ciência passa a seguir alguns critérios organizados e sistematizados para suas investigações, como por exemplo, da capacidade de generalizar, de comprovar e experimentar para poder reproduzir, em outros locais ou culturas, os mesmos resultados.

Em resumo, iniciava-se uma tentava de encontrar comprovação daquilo que se observava e se hipnotizava a respeito do comportamento.

Roberte Metring

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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