“ A partir de certo ponto, não há retorno. Esse é o ponto que devemos alcançar”.

Quem de nós não vive procurando o caminho certo? Quem de nós não deseja simplesmente descobrir, entre tantas possibilidades, aquela que seguramente trará abundância e felicidade? Quanto a você leitor(a), não sei, mas eu desejo, e muito!

O aforismo que abriu essa postagem é atribuído a Franz Kafka, tcheco, maior escritor em língua alemã do séxulo XX. Pois bem, cabe uma reflexão. Ao longo desse caminho,chamado vida, nos vemos indo e vindo, correndo e parando, ora entrando à direita, ora à esquerda, e parece que a viagem simplesmente não termina nunca, e muita vezes já nem sabemos se ela começou de fato, ou quando começou.

Kafka propõem esse aforismo, e nos dá um sinal seguro sobre como saberemos se estamos no caminho correto, na hora correta, se seguimos a seta certa: é quando descobrimos que não dá mais para voltar atrás. Ou melhor, não queremosmais voltar atrás, custe o que custar. É aquele momento em que unimos razão e emoção, e simplesmente parece que descobrimos para que lado o vento sopra, e então decidimos fixar as velas.

Simples não?

Simples nada! Realmente nada de simples existe nisso. Somos orientados, na maioria das vezes, muito mais por nossos medos e dúvidas, que pelas nossas certezas ou intuições. Vivemos nossas lembranças aterrorizantes de insucessos, de provações e privações, que permeiam as possibilidades e turbam nossos objetivos maiores. Ficamos temerosos de que o vento nos faça sofrer, e esquecemos de esticar as velas. E quando o fazemos, é sem a convicção necessária de que aquele caminho nos levará ao encontro de algo que fará parte de nossa vida.

Não queremos sofrimento, nem desgostos, nem insucessos. Mas o que é o insucesso (que muitos chamam de fracasso)?

Insucesso não é exatamente não atingir o objetivo, mas, muito mais, insucesso é a incapacidade de poder olhar o que está acontecendo, de ver os resultados sendo fabricados a cada momento, é a impossibilidade de reajustar o caminho, de sentir se o vento muda, se a onda está a favor ou contra. É a incapacidade até mesmo de verificar o quanto estamos perto ou longe do objetivo que traçamos, e se eles continuam ativos em nossa mente.

As vezes nossos objetivos são ancançados mas se revestem de roupas e cores um pouco diferentes. Então não os reconhecemos. E não os reconhecemos porque não estamos conscientes do que estamos buscando.

Uma coisa, por exemplo, é querer um transporte, outra uma Ferrari vermelha. Muitos acham que querem a Ferrari, mas na verdade querem o transporte. Quando o transporte chega através de outro veículo, recusamos. Nós não havíamos nos concentrado adequadamente no que precisávamos naquele momento, qual o papel a cumprir, qual o lugar a chegar.

Outros querem uma Ferrari vermelha, mas não tem dinheiro para um fusca enferrujado. Esse sofre porque não entendeu ainda que não criou a realidade necessária para a realização de um sonho. Vai precisar reorientar as velas, se não desejar morrer depressivo. A Ferrari sempre será possível, desde que comece a se reorientar no passo a passo dessa conquista.

Pos isso, esse aforismo só pode estar falando do ponto, enquanto aquele momento em que descobrimos aquilo que desejamos (DESEJAMOS!!! Pense bem nessa palavra, e procure diferenciá-la da simples vontade), e não muto mais que isso.

Quando sabemos o que desejamos, ao tomar a estrada, não saberemos se é a mais curta ou mais longa, a mais árida ou mais farta, se é asfaltada ou cheia de pedregulhos. O que importa, é sentirmos que aquele é o ponto de onde estamos partindo em busca de um algo do qual não estamos dispostos a abrir mão, nem voltar atrás (pelo enos naquele instante).

Desejo que todos nós possamos chegar nesse ponto.

Roberte Metring

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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