Ser feliz. E é bem amplo isso, mas ao mesmo tempo é bem restrito. Não são grandes planos nem desejos. Eu vou fazendo coisas que me dão a sensação de estar viva, de estar feliz. Faço coisas que me dão a sensação de que ainda brilha o meu olho. Acho que quando eu olho para alguma coisa que eu sinto… hum, isso não faz meu olho brilhar… eu não fico. Posso estar ganhando o melhor salário do mundo, posso estar num lugar extremamente estável e confortável. Não é isso que me dá o grande prazer. É a sensação de estar viva. Acho que tem muita gente no mundo que não está viva. Está andando por aí, mas viva não está.Fábio Rossi/MSF

O que não é possível carregar comigo é porque não é meu. As pessoas diziam… “Mas você vai deixar tudo? Máquina de lavar no meio do corredor, televisão… e se roubarem?” Se roubarem, roubaram… O que eu vou fazer? Não posso passar minha vida inteira segurando uma televisão na mão… Lembro que eu ia recebendo emails dos vizinhos ao longo dos meses. “Posso ficar com a sua máquina de lavar roupa?” Pode. “O seu quadro está no meio do corredor… posso botar na minha casa?” Pode. E aí, quando eu voltei, foi bem legal, porque fui indo em cada vizinho, tocando na porta… Você tem alguma coisa minha? “Tenho, seu guarda-roupa está aqui…” Foi bem interessante.

Esses são dois recortes da entrevista da Psicóloga Débora Noal, que atua em missões humanitárias junto aos Médicos Sem Fronteiras (MSF), à Revista Época OnLine na pessoa da Jornalista Elaine Brum (elianebrum@uol.com.br). A entrevista é mais longa, claro, e mostra muito bem o que é despojamento e certeza de uma missão. Realmente vale a pena ser lido. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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