Amigos e amigas. Estamos vivendo um momento histórico em que a sociedade está tomada pela sensação de angustia ou de ansiedade. Em termos práticos, a angústia é a vivência no passado, e a ansiedade é a vivência no futuro. Muito poderia ser dito sobre isso, mas vou manter o foco na questão que me levou a escrever este post.

Se o amanhã não existe (ainda, e não é difícil constatar isso), podemos dizer que ele é o resultado direto de nossas ações presentes. Pensando assim, vamos nos confrontar com a noção de destino, que seria não mais que um futuro pronto. Não posso concordar com isso totalmente, pois se o futuro já está escrito, como num mapa, a decisão dos caminhos a tomar continuam a ser nossas. O mapa em si é só um plano, um recurso que aponta as possibilidades, um registro de que, por exemplo, a cidade de São Paulo está a tanto de latitude e de longitude. No entanto, o mapa não me obriga a ir à São Paulo, ou a qualquer outro lugar, somente diz que se eu quiser chegar lá, determinados caminhos são mais adequados.

Creio que seria mais certo dizer, então, que o futuro é um conjunto de possibilidades latentes, possibilidades que podem ser acionadas no presente, e que se tornarão realidade num futuro próximo, mas quando isto ocorrer, este futuro já será o presente.

De qualquer forma, existe uma diferença substancial entre a pessoa se PRÉocupar, e se ocupar. Como o termo diz PRÉocupar é se ocupar antecipadamente, ou de alguma coisa que não existe de fato, ou ainda, que alguma coisa possa vir a existir ou não existir. Se ocupar, ao contrário, é manter o foco em algo que se quer realizar, mas a partir de um ponto sólido, de um plano estabelecido.

Todo estado de PRÉocupação é acompanhado por uma sensação de desconfiança ou descrença sobre o efetivo resultado daquilo que se deseja. Reforçando, se estamos PRÉocupados, não estamos confiantes, na verdade, provavelmente estamos é incertos e com duvidas, porque se estivéssemos certos do resultado, não estaríamos PRÉocupados.

Por não termos a confiança no resultado esperado, então resolvemos controlar o resultado através da PRÉocupação, da antecipação mental daquilo que ainda não existe. Como obra final de nossa preocupação, acabamos desenvolvendo (mentalmente, psicologicamente, emocionalmente…) o medo, a insegurança, e, o mais grave, o estado de falta, e a inflexibilidade mental.

Claro, se queremos controlar o resultado, é natural que nos fechemos à ampla possibilidade de caminhos para chegar lá, e nos concentremos naquilo, e somente naquilo e naqueles caminhos com os quais nos PRÉocupamos. Dessa forma, tudo aquilo que, diferentemente do que tentamos controlar, se apresentar para compor o resultado final, será ignorado. Podemos dizer que, neurologicamente, criamos um estado de rigidez mental.

A rigidez mental é uma prisão que permite somente uma possibilidade de acontecimento. Por isso uma pessoa PRÉocupada não consegue pensar de outra maneira sobre aquilo que a PRÉocupa, e, muitas vezes, não consegue pensar em mais nada além daquilo que a PRÉocupa. A pessoa PRÉocupada é uma prisioneira, encarcerada na masmorra do “si mesmo”.

Assim, se pretendemos realizar coisas, então devemos abolir o estado de PRÉocupação. Devemos planejar o que queremos, onde queremos, quando queremos, e a partir daí, focar, centrar a força mental, se ocupar de tudo o que precisa acontecer, no lugar e no tempo certos, para que os resultados possam ser os melhores possíveis.

E devemos lembrar, acima de tudo, que devemos criar um objetivo, e ficarmos atentos, no aqui-e-agora, à todos os sinais e caminhos que surgem, independentemente de serem aqueles que preferimos, desde que nos levem onde queremos chegar.

Voltaremos a este assunto em outro post.

Saúde e paz.
Roberte Metring

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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