Viktor Frankl (1905-1997) foi um psiquiatra austríaco que sobreviveu aos martírios dos campos de concentração nazista na segunda grande guerra. Ele, como bom pesquisador que era, não pôde se furtar à observação de que algumas pessoas pareciam resistir mais e melhor ao sofrimento de guerra. Procurando as causas, descobriu ele, nessas pessoas, uma razão de ser, um motivo para viver, enquanto outras, sem razão para viver, pareciam simplesmente se entregar e sucumbir.

Dessas observações, Frankl funda uma escola que ao mesmo tempo passa a ser um processo terapêutico chamada Logoterapia, ou terapia através do sentido da vida, do sentido da existência, e também, da dimensão espiritual da existência.

Mas sua curiosidade era bem mais remota, pois aos 16 anos, em 1921, deu sua primeira conferência “A respeito do sentido da vida”, e somente depois é que ingressou no curso de medicina. Aproximou-se de dois nomes importantes do estudo da existência humana: Sigmund Freud e Alfred Adler. Em 1942, torna-se um dos prisioneiros de guerra, e recebe o número 119.104. Libertado, ao final da guerra, retorna a Viena, e obtém seu doutorado em Filosofia com o tema “O Deus inconsciente”. Mas foi nos Estados Unidos que, em 1970, funda o primeiro instituto de Logoterapia.

Humanista e existencialista por excelência, Frankl pregou, entre outras tantas, a máxima de que o encontro ou a perda do sentido da existência pode predispor a pessoa à saúde ou à doença. A patologia seria a perda desse sentido.

Para minha satisfação, hoje (20/07/09) pude acessar o comentário em áudio de Gilberto Dimenstein para a rádio CBN**: “Terapia de significados mostra resultados em pacientes com câncer”. As pesquisas atuais apontam para o fato de pessoas com noção de significado para sua vida, para sua existência, não estarem somente mais imunes ao adoecimento, mas, quando esse é inevitável, conseguem ter uma vida mais digna e recoberta de satisfação, suportando com plena dignidade seu mal.

Isso tudo me leva a crer que Frankl tinha razão, e que, se não é possível evitar o mal, é possível ainda assim enfrentá-lo com dignidade e qualidade de vida.

Roberte Metring

_________________

Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
Psicoterapia – Consultoria – Cursos – Palestras
 Docência – Supervisão
[email protected] – www.psicologoroberte.com.br