Recebi hoje, de minha amada Simaia Sampaio, um link do youtube que leva a um vídeo de pouquíssimos minutos, que mostra a felicidade forjada no Facebook, algo que já tenho constatado há muito tempo. Parece incrível que o Facebook, de um instrumento de socialização, consiga ser utilizado como instrumento de depressão. Todos querem de alguma forma fazer parte, mostrar sua felicidade, seu sorriso, seu amado ou sua amada, seu relacionamento perfeito, sua casa maravilhosa, seu encontro com os “fantásticos e fraternos” colegas de trabalho. Postam florzinhas, postas passarinhos, postam rios e praias, e em todos esses lugares o paraíso existe.

E nós assistimos indignados isso tudo, pois afinal de contas, na vida real o paraíso não é tão mensurável ou observável assim. Nos shoppings as pessoas, séries e perdidas em seus Smartfones, abrem largo e enorme sorriso para a foto que será postada em centésimos de segundos, e em muito menos tempo, perde o sorriso (que na verdade nunca o foi de verdade), voltando à sua velha carranca e à sua viagem fantástica ao mundo orgástico das redes sociais. E assim em tandos outros lugares que vão desde o espelho no banheiro até aquela festa “S E N S A C I O N A L”, que não foi tão sensacional assim, passando pelos encontros em família (a mesma que volta a discutir logo após o click), passeios, namoros deliciosos e tantos outros, que acabam logo após a foto ser batida (nossa, essa é velha, do tempo da kodak magic-cube. Não se preocupe, se você tem menos de 50 anos não saberá do que estou falando).

Já há estudos sendo realizados, principalmente nos EUA, indicando que as redes sociais, atualmente, são fábricas de depressivos, angustiados, etc., pois… como pode somente a minha vida ser difícil, somente meu trabalho ser cansativo, somente minha faculdade não me estimular, somente meu companheiro ou companheira serem chatos, somente minha casa ter problemas, somente meus filhos não serem lindos e maravilhosos, somente o meu carro ser velho (afinal já estou com ele há 6 meses), somente o meu cachorro não cheirar a lavanda,  somente o meu… somente o meu… enquanto todas as pessoas do outro lado da tela sorriem alegremente felizes com seu mundo, suas coisas, suas relações. Devo ser um infeliz, não abençoado pelos céus, ou um mal agradecido que devo estar pagando algum castigo cármico, ou sei lá o que de errado existe comigo (caso lhe interesse, haverá uma vivência tratando desses assuntos em Dezembro. Clique aqui).

O clipe abaixo, apesar de ser de pouquíssimos minutos, mostra claramente como há uma discrepância entre o mundo ideal e o mundo real, e como as pessoas estão sofrendo porque estão sendo enganadas, ou se enganando.

Aos que leem, deixo o apelo: vivam aqui-e-agora! Sejam felizes do seu jeito, assumam suas vidas como são, e a partir disso façam-na melhor, segundo seus critérios. Deixem a droga virtual, façam das redes sociais instrumentos positivos, e não drogas viciantes e depressivas. Deixo a reflexão, a atitude é com cada um de vocês.

Assistam ao vídeo.

Roberte Metring

 

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Roberte Metring

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