Comumente confundida com dor de cabeça, a enxaqueca é uma velha conhecida de grande parte da população, e foi descrita em papiros egípcios desde os tempos de Hipócrates – o pai da medicina (400.a.C.).

O professor de Neurologia e chefe do setor de Investigação e Tratamento das Cefaléias da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Deusvenir de Souza Carvalho, explica que a enxaqueca – ou migrânea – não é dor de cabeça, tampouico uma doença, mas sim uma síndrome neurológica que ainda não tem cura. “A dor é apenas mais um de seus sintomas e, por esse motivo, muitas vezes o quadro clínico é confundido com outras doenças”.

De acordo com ele, um dos principais problemas está na forma como a população lida com a dor: com uma ida até a farmácia mais próxima para comprar um analgésico – o que está totalmente errado, já que a visita ao médico deve ser sempre o primeiro passo.

Para entender melhor, Carvalho esclarece a difereça entre síndrome e doença, dois termos com significacos muito distintos: “Ambas são o conjunto de sinais e sintomas que se interligam, porém, a doença tem causa definida, enquanto a síndrome pode ter diversas causas. Para que o paciente seja disgnosticado de forma correta, as crises devem apresentar um conjunto de características já conhecidas e aceitas pelos especialistas”, destaca o neurologista.

A enxaqueca pode ou não ser acompanhada de dor e acomete principalmente as mulheres. A enxaqueca com dor é diagnosticada com base em alguns pré-requisitos: três ou mais episódios de dor com duração entre quatro e 72 horas, tipo unilateral, pulsátil, frequentemente acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz, barulhos, cheiros e movimentos. O paciente não precisa apresentar todos os sintomas. “A dor pode se manifestar em qualquer região da cabeça e seu grau pode ser moderado, evoluir para intenso e, em casos extremos, se transformar em incapacitante”, comenta Carvalho.

Para piorar um pouquinho mais a situação, existem formas mais raras de síndrome, nas quais ocorre um fenômeno denominado “aura de enxaqueca”. Ele descreve: “a aura tem duração variável,  indo de 20 minutos a uma hora e é considerada a forma mais grave, sendo respsonsável por números acidentes com mortes, inclusive no trânsito. Ela se manifesta sob a forma de alucinações visuais, visualização de figuras, pontos brilhantes, perda parcial da visão, formigamento, diminuição da sensibilidade de partes do corpo, fraqueza, zumbido, sudorese, calafrios, tontura rotatória, dificuldade de articulação de palavras e uma série de outras sensações.Muitas vezes aparece como uma forma premonitória de cefaléia, o que significa que a pessoa percebe que a dor está por vir devido aos sinais dados por seu corpo. Em alguns casos raros do aparecimento da aura sem dor, e devido a isso, é muito importante ficar atento para que o problema não seja confundido com alguma outra doença e tratado de maneira equivodaca”

A boa notícia é a possibilidade de prevenir as crises ao identificar os gatilhos, que podem ser decorrência da ingestão de diversos alimentos tais como chocolate, queijos fortes, embutidos, molho shouyu, bebidas alcoólicas ou à base de cafeína, além de aromas fortes, excesso ou falta de sono, rotina, alterações de frio ou calor, tabagismo, ciclo menstrual e até mesmo – acredite! – a falta de relações sexuais.

FONTE: PAULO PEREZ – Transcrito na íntegra de Avianca em Revista – Fev/2012 – pg 24.

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