Conta a história que Pitágoras, certa vez, resolveu falar a um grupo de colonos acrescentando ao seu discurso  algo de filosofia e esoterismo. Declarou que a Terra é a mãe-natureza, e que, além do respeito que devemos ter a ela como “doadora de vida”, Resultado de imagem para pitágorasdevemos também respeitar todas as formas de vida por ela geradas, até mesmo a vida latente escondida numa simples semente de feijão.

Aquela gente simples e ignorante, escutando com atenção as palavras do mestre, entenderam-nas num sentido literal e espalharam aos quatro ventos que Pitágoras proibia o consumo de feijão.

Com o passar do tempo, criaram-se várias lendas na Grécia à respeito desta palestra do mestre, e certa vês chegou à Escola Pitagórica um aluno questionando porque Pitágoras “preferia morrer à ter que atravessar uma plantação de feijões”.

Pitágoras, deste fato, extraiu apenas uma lição: ensinar somente para quem tem capacidade de aprender.

(Do livro PITÁGORAS, de Carlos Barilio Conte)

Bem, essa reflexão, para além da lição declarada acima, de ensinar somente para quem tem capacidade de aprender, tem uma amplitude de interpretação mais elástica.

Atualmente vemos como as pessoas estão interpretando ao pé da letra as coisas, e praticando de forma cruel muitos ensinamentos, regras e leis, de várias formas, por vários meios. Vemos hoje o radicalismo religioso, político, partidário, social, ideológico, etc. Vemos as crises entre amigos e famílias, cada um querendo interpretar ao pé da letra o que é ouvido e visto, seja na Bíblia, no telejornal, no Facebook, no Instagram, nas regras do futebol, nos artigos jurídicos, ou qualquer outro meio. Estamos num momento acrítico de nossa história mundial, vivemos um emburrecimento, talvez somente visto em períodos anteriores ao início da era cristã, ou talvez mais antigos ainda. Ao longo do tempo, passando pelos séculos sem fim, em vez da humanidade aprender a usar a critica para tomar suas posições e decisões, sinto que vivemos uma idade média modernizada, onde os costumes e viseiras continuam sendo usados, não somente nos animais, mas também em nós, seres humanos, impedindo o uso da nobreza de nossa essência e de nossa inteligência.

Todos os ensinamentos, todas as informações, todos os comentários precisam ser devidamente criticados, interpretados, antes de serem praticados, sem o que, corremos o risco de sermos simples colonos pregando que Pitágoras proibiu o consumo de feijão, quando a mensagem verdadeira estava anos luz de distância à frente dessa falsa premissa, inverídica, ortodoxa e radical.

Que fique aqui o exemplo, e o apelo a todos os leitores e leitoras: façam suas criticas antes de colocar suas bocas, pés e mãos à serviço da inverdade, que obviamente conduzirá à mediocridade, à crueldade e ao caos. Somos os únicos seres no planeta com o privilégio de ter um cérebro capaz de filosofar buscando o entendimento maior, e a maioria de nós insiste em não usá-lo, limitando seu uso às funções motoras, viscerais e instintuais. Somos muito mais que isso, mais nobres, mais poderosos, e é hora de mudar o rumo ignorante que a sociedade tem tomado na busca do atendimento de suas necessidades.

E termino deixando outro aforismo que diz: que suas palavras possam ser melhores que o seu silêncio.

Pense nisso

Saúde e paz.
Roberte Metring

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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