Era uma vez um lenhador que acordava às 6:00h da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. O lenhador havia perdido sua esposa há pouco, que não suportando as grandes tempestades do inverno rigoroso havia falecido. Sua família desde então eram, seu único filho, lindo, de poucos meses, e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Mesmo com essa situação, a vida não para, ela continua… Então todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho na cabana. Toda noite ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador, no entanto, alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua grande amiga e de algum modo entendia que era tratada como se fosse da família. Portanto jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: – “Lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho”. – “Quando sentir fome comerá seu filho!” Um dia o lenhador muito exausto do trabalho, ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada… O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes, sem sequer parar para raciocinar, apenas lembrou-se do que os vizinhos o estavam sempre alertando e imediatamente acertou o machado na cabeça da raposa…
Desesperado lembrou-se do seu filhinho, entrou rapidamente no quarto, mas surpreso, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma grande cobra morta…
O lenhador desolado, profundamente triste enterrou o machado e a raposa juntos.
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É uma fábula, mas serve muito para para nos trazer reflexões profundas sobre nossa vida relacional e nossos critérios de julgamento frente à realidade. Se não nos dispormos a fazer uma reflexão crítica sobre os fenômenos e acontecimentos, corremos sérios riscos de cometer enganos e desatinos. Os comentários, as fofocas, as intrigas, as maledicências nos rodeiam permanentemente.

A impetuosidade é uma característica humana que precisa ser educada e disciplinada a fim de que nossos julgamentos não sejam precipitados e catastróficos, e que nossa mente não seja conduzida por seres invasores do nosso entorno.

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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