“Se você continua naquele relacionamento que não suporta mais, naquela rotina que tira a sua alegria, naquela sociedade que já se desgastou, naquele emprego que rouba o seu prazer, ou naquela amizade mais falsa que nota de R$ 60,00, o seu corpo vai sentir essas emoções e como uma bateria, vai carregar e armazenar esses sentimentos, até que um dia vai explodir como bomba atômica.”

Você se encontrou nessas palavras? De alguma forma isso coube em sua vida, ou em parte dela? Pois bem. Essas palavras não são minhas, são de Paulo Roberto Gaefke, exímio pensador. Mas suas reflexões sobre os sentimentos, emoções e o câncer não são novas, e as defendo já há muito tempo, sempre que me dão a oportunidade de falar sobre o assunto. Estava pensando em escrever sobre essa bomba atômica psicossomática, mas encontrei esse escrito de Gaefke que bem expressa o que teria a dizer. Então, me digno a simplesmente reproduzir aqui na íntegra o seu artigo, como se segue:

“Você pode se enganar e enganar muitas pessoas fazendo o papel de bonzinho, de coitadinho ou contar mentiras para não ferir essa ou aquela pessoa. Você pode esconder tudo de todo mundo, mas o seu corpo sente e reage as agressões que você tem cometido contra ele.

“Se você continua naquele relacionamento que não suporta mais, naquela rotina que tira a sua alegria, naquela sociedade que já se desgastou, naquele emprego que rouba o seu prazer, ou naquela amizade mais falsa que nota de R$ 60,00, o seu corpo vai sentir essas emoções e como uma bateria, vai carregar e armazenar esses sentimentos, até que um dia vai explodir como bomba atômica.

“Desde crianças, somos obrigados a segurar as emoções. Muitos pais ensinam que chorar é “sinal de fraqueza”, “masturbação é pecado”, “sexo é vergonhoso e ter prazer é coisa de pessoas sem vergonha”. Desde muito pequenos, vamos sendo castrados em nossos sentimentos e emoções e quando podemos tomar nossas próprias decisões, em nome de “convenções da sociedade”, seguramos nossa raiva, nossa indignação, não abraçamos nossos amigos, não beijamos mais por uma vergonha besta e rídicula.

“A menina não abraça a menina por ter medo de ser chamada de “sapatão”, o menino não abraça o menino com medo de ser chamado de “bicha” e os homossexuais, escondem seus sentimentos com medo de serem rechaçados pela família e pela “comunidade”.

Assim, vamos armazenando sentimentos que precisam sair de alguma forma, e normalmente, todas as emoções se traduzem em raiva e/ou tristeza, uma sombra que se esconde por trás de sua aparente figura. Quanto mais tempo você sofrer calado, mais doente vai ficar…

“Carl e Stephanie Simonton dirigem o “Cancer Counseling and Research Center de Dallas“, Texas , ele é um médico radioterapeuta, especializado no tratamento do Câncer. Stephanie é formada em Psicologia. Eles defendem a idéia de que as doenças sofrem grande influência psicológica. O casal, concluiu que uma doença não é só um fato físico, e sim, um problema que diz respeito à pessoa como um todo; corpo, emoções e mente. As emoções e a mente tem uma certa função na reação ao Câncer e na sua recuperação. O Câncer, por exemplo, surge como uma indicação de problemas em outras áreas da vida da pessoa, agravados ou compostos de uma série de “problemas” que surgem de 6 a 18 meses antes de aparecer o Câncer. Foi observado que as pessoas reagiram a esses “problemas” com um sentimento de falta de esperança, desespero, desistindo de lutar por uma vida melhor.

“Acredita-se que essa reação emocional dispara um conjunto de reações fisiológicas que diminuem as defesas naturais do corpo, tornando-o mais frágil e favorecendo à produção de células anormais.

“Por isso, nada de ficar guardando as suas emoções em uma caixa de orgulho e falsos pudores. Quer gritar? Grite! Quer reclamar? Reclame. Quer comer jiló? Coma. Quer se separar? Separe-se.

“Pare de esconder os sentimentos, a vítima com certeza será você.”

Paulo Roberto Gaefke

Informações da OMS – Organização Mundial da Saúde dão conta de que aproximadamente 70% dos problemas de saúde tratanos no planeta tem fundo emocional. Reflitamos sobre isso.

Vários profissionais da saúde, em particular da Psicologia, da Psicossomática, da Psicofisiologia, da Psiconeuroimunologia, da Medicina Homeopática, entre outros, se debruçam sobre o estudo das relações entre emoções e adoecimento.

Roberte Metring

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Sucesso e paz.
Varekai (onde quer que seja)
Roberte Metring – CRP 03/12745

Não me peça explicações, não as tenho. Eu simplesmente aconteço.
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